Acenando de uma Janela para Outra...
Se fosses frágil, como papel nas minhas mãos, serias o pergaminho mais rico,
tratado como a folha mais fina,
de ouro...

Se reflectísses as constelações,
a tua imagem estaria na mais brilhante de todas...

E se no meio das feras te encontrásses nesse jardim em chamas,
serias a lontra e a labareda,
brincando entre a água e o ar...

E amanhecerías como um morango,
reflectindo as cores da tua beleza nas águas infinitas de um mar imenso...

E não haveria guerra que nos pudesse vencer,
nem passado distante que nos pudesse esquecer...

Enterrados no mar, derretidos na terra,
respirando o ar em paredes secretas e mudas...

Sentiríamos o mundo,
sorrindo...
Este tópico foi inspirado pelo poema de Eduardo Garcia, em Simplesmente Triste, e dedicado à Beatriz, por cortesia, por desejo, pelo cheiro da primavera, por lhe sentir o calor da alma, por amizade, e pelo amor da flores...


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