Janelas do Porto
Com o Porto ali tão perto,
Decidi passear até lá,
onde também se sente o cheiro a Maresia...
Assim, meti-me no Alfa Pendular, e vai disto,
que de Lisboa ao Porto são apenas duas horas e meia...

Chego ao Porto, que já tem Metro,

E deparo-me com uma Ribeira
Arranjada e bem composta,

Orgulhosa de dar a conhecer,
E manter acesa a chama,
Da sua história,
E da sua tradição.

Na praia, por entre os vultos de mulheres,
Vestidas de angústia e de preto,

Com os rostos sulcados pelo sal,
Ouve-se o murmúrio do vento,
Misturado com o lamúrio carpido
que chora a perda dos homens…

Foi o Mar, …Foi o Mar!…
“As Ondas do Mar são brancas,
São brancas e amarelas,
Coitadinho de quem nasce,
P’ra morrer no meio delas…”,
Cantava o nosso Zeca…

Histórias de barcos negros,

Misturados na penúmbra
E no nevoeiro traiçoeiro,
Que lhes leva os homens
E lhes trás o pão,
E a incerteza do retorno…
Uns, que se afogam em água,
E outras, que se afogam em lágrimas,
Ambos sentem o sabor do mesmo sal,
Que vem da terra e do mar,
Do suor e do sangue
Que neste mundo deixamos…
Ao fim do dia,
O Sol foi a testemunha
Do que se disse,
E do que se fez…
E em agradecimento,
Oferece-nos um bailado de cores,

E entrega as nuvens, à guarda da Lua, Que é companheira da Noite, E embala as Estrelas, Ao som do bater das ondas…
É o Mar,…É o Mar!…
Nuno Osvaldo
Este tópico é dedicado ao mar, e a todos os que, de uma forma ou de outra, se perdem nele…
Obrigado a todos pelos comentários que aqui deixaram durante a minha ausência.
Por questões de trabalho, as minhas visitas aqui serão intermitentes e esporádicas,
mas guardarei os vossos comentários no coração, mesmo que nem sempre possa retribuir.
Decidi passear até lá,
onde também se sente o cheiro a Maresia...
Assim, meti-me no Alfa Pendular, e vai disto,
que de Lisboa ao Porto são apenas duas horas e meia...

Chego ao Porto, que já tem Metro,

E deparo-me com uma Ribeira
Arranjada e bem composta,

Orgulhosa de dar a conhecer,
E manter acesa a chama,
Da sua história,
E da sua tradição.

Na praia, por entre os vultos de mulheres,
Vestidas de angústia e de preto,

Com os rostos sulcados pelo sal,
Ouve-se o murmúrio do vento,
Misturado com o lamúrio carpido
que chora a perda dos homens…

Foi o Mar, …Foi o Mar!…
“As Ondas do Mar são brancas,
São brancas e amarelas,
Coitadinho de quem nasce,
P’ra morrer no meio delas…”,
Cantava o nosso Zeca…

Histórias de barcos negros,

Misturados na penúmbra
E no nevoeiro traiçoeiro,
Que lhes leva os homens
E lhes trás o pão,
E a incerteza do retorno…
Uns, que se afogam em água,
E outras, que se afogam em lágrimas,
Ambos sentem o sabor do mesmo sal,
Que vem da terra e do mar,
Do suor e do sangue
Que neste mundo deixamos…
Ao fim do dia,
O Sol foi a testemunha
Do que se disse,
E do que se fez…

E em agradecimento,
Oferece-nos um bailado de cores,

E entrega as nuvens, à guarda da Lua, Que é companheira da Noite, E embala as Estrelas, Ao som do bater das ondas…

É o Mar,…É o Mar!…

Este tópico é dedicado ao mar, e a todos os que, de uma forma ou de outra, se perdem nele…
Obrigado a todos pelos comentários que aqui deixaram durante a minha ausência.
Por questões de trabalho, as minhas visitas aqui serão intermitentes e esporádicas,
mas guardarei os vossos comentários no coração, mesmo que nem sempre possa retribuir.